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MAGIA NEGRA

Introdução

Rituais do Amor

A Mágica

A Magia

Oração para Enxotar o Demônio do Corpo

Obrigar uma pessoa a dizer tudo o que Sabe

Para se fazer amar pelas mulheres

Imagem de uma pessoa ausente na água

Obrigar uma pessoa a ceder algo

A Pura Magia Negra

Bruxaria

 

 

 

Introdução

 

Magia para alcançar o amor e o dinheiro talvez seja as mais procuradas hoje em dia.

    Existem milhares de magias, elixires e simpatias, principalmente no que toca aos sentimentos. Mas vale aqui uma advertência: O destino das outras pessoas não deveriam ser manipuladas por nós. A partir do momento em que fazemos um trabalho para conquistar outra, devemos ter em mente que estamos agindo contra seu livre-arbítrio, e que isto acarretará, mais cedo ou mais tarde, diversas conseqüências contra nós mesmos. Os Fados ( espíritos detentores do Destino ) se encarregarão por si próprios da cobrança, assim como o momento do pagamento.

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Rituais do Amor

 

A primeira coisa a se levar em consideração são as roupas. Há aqueles que gostam de trabalhar nus ( o que exige muito cuidado, já que estamos 'brincando' com cera quente ), ou então aqueles que preferem trabalhar com uma roupas rituais, simbolizando o rompimento com o mundo exterior.

    Na verdade, qualquer tipo de roupa serve, bastando que seja confortável, limpo e folgado.

    Lembre-se que você poderá passar algumas horas em seu ritual.
    Quanto ao local, basta que seja bem arejado e limpo, com uma temperatura agradável. O silêncio também é imprescindível: ruídos de fundo podem atrapalhar a sua concentração, o que poderá atrapalhar todo o ritual.

    Incenso pode ser queimado durante a queima das velas, para criar um clima mais propício, estimulando seus sentidos mentais e psíquicos.

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A Mágica

 

A mágica sempre esteve presente para o homem, principalmente para os povos primitivos. Seria difícil, atualmente, acreditarmos em mágica. Mágica no sentido de magia, não no sentido de truque ou habilidade em iludir os olhos. Realmente o leitor concordaria com a impossibilidade de existir verdadeiramente mágicos, pelo menos no mundo moderno em que vivemos. Pois saibam que ela realmente existe, e suas ligações com os seres humanos estão diretamente associados coma Natureza. É o comportamento básico do ser humano fundado na concepção de que objetos, animais, e o próprio homem possui poderes mágicos, ou de algum modo são capazes de manifestá-los.

    O xamã é o homem que possui poderes mágicos que a natureza lhe ofertou devido a sua aptidão para sê-lo. Este é capaz de invocar espíritos bons ou ruins de curar doenças, prever o futuro, etc. O Xamã é a própria reapresentação mágica da natureza, um intermediário entre os homens e os espíritos. Dai sua força sobrenatural.

    Quando se trata de poderes mágicos relativos a objetos inanimados, de animais ou outros seres estaremos mais próximos do Animismo. Isto é, da teoria de que animais, objetos, ou o que seja, possui uma alma, um poder criador ou não, mas dotada de alguma mágica. Para muitos povos primitivos sempre houve alguma relação mágica entre a natureza e os homens e, para invocar esses espíritos, que podem ser bons ou maus, ira depender das praticas rituais do grupo. Em geral, as ações mágicas deviam descobrir o desconhecido, o oculto, e dirigir o tempo, o amora sorte, etc.

    Desde tempos remotos o homem sempre achou que era capaz de influenciar o tempo, a chuva. Esta crença de poder influenciar o tempo de forma mágica está estendida entre povos primitivos e povos de antigas culturas ; especialmente na possibilidade de se dominar o vento, a chuva, os raios, etc.

    Ha também outras praticas mágicas, como a mágica defensiva. Este tipo de mágica esta associada ao apaziguamento de grandes catástrofes através de meios defensivos, como por exemplo, fazer ruídos, disparos, acender fogo, pronunciar palavras mágicas, fazer amuletos... Tudo isso para amenizar as grandes catástrofes ou apaziguar os espíritos maléficos.

    Além disso, existem outras formas de magia, que pode ser por conjuro ou enfeitiçamento. " Um indivíduo, consciente de ser objeto de um maléficio, é intimamente persuadido, pelas mais solenes tradições do grupo, de que esta condenado; parentes e amigos partilham essa certeza. Desde então, a comunidade se retrai: afasta-se do maldito, conduz-se a seu respeito como se fosse, não apenas já morto, mas como fonte de perigo para seu circulo;(...) após muito sofrimento, a integridade física do enfeitiçado não resiste a dissolução da personalidade social." levi-Strauss, Claude. Antropologia Estrutural, pag. 193.

    Este exemplo mostra que magia depende exclusivamente do grupo ou das crenças religiosas, da psicologia do grupo. Para o leitor passa parecer de certa forma uma bobagem, mas garantimo-lhes que para um povo primitivo não o é.

    Veja isso, leitor, e tire suas próprias conclusões:" Um indígena australiano, vitima de enfeitiçamento deste gênero, no mês de abril de 1956, foi transportado, moribundo, ao hospital de Darwin. Colocado num pulmão de aço e alimentado por uma sonda, ele se restabeleceu progressivamente, convencido de que a "magia do homem branco é a magia mais forte". Cf.Arthur Morley, in London Sunday Times, 22-04-1956, p.11.

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A Magia

 

A Magia é em seu sentido literal, a arte de produzir por meio de certos atos e palavras determinados efeitos contrários às leis naturais. É a tentativa de modificar a realidade, os acontecimentos e de influenciar os indivíduos. É a imposição do desejo humano sobre os fenômenos da natureza, é a operação de um fenômeno de uma forma inexplicável através da utilização de poderes sobrenaturais, assim como de seres espirituais ou forças ocultas da natureza. Magia é um conjunto de práticas denominadas ocultas as quais tem como objetivo compelir forças sobre-humanas, a trabalharem sob as determinações do mágico. Tais ações encorajam e reforçam a crença de que o ato mágico decorre da atuação de forças ocultas e obscuras que estão fora do controle humano ou ainda da influência que essas mesmas forças exerce sobre alguns Homens, dotando-os de poderes fora do comum. A adivinhação , os encantamentos, as predições e outras atividades são como procedimentos que se relacionam entre si, pois todas essas práticas comungam da mesma idéia ou suposição básica segundo a qual as leis da natureza podem ser dominadas ou transcendidas. Na Idade Média, magia era definida como uma arte ou uma habilidade que advinha de uma força sobrenatural capaz de produzir um determinado resultado, bizarro e incomum e cuja explicação fugia à razão do senso comum. A magia pode ser considerada como uma arte, a arte da transformação.

    Ela é tão antiga quanto o homem e se mistura às inúmeras histórias, lendas e superstições que acompanham a humanidade através dos tempos.

    A magia tem invariavelmente se revelado um fenômeno de grande expressão de todas as culturas, independente de seu nível de desenvolvimento e de progresso. Nas civilizações mais antigas, não havia um limite entre religião e magia que se encontravam intimamente associadas. As religiões eram em grande parte mágicas, porque os antigos identificavam objetos como sinais sagrados, capazes de proporcionarem as relações entre a deidade e a humanidade. E foi justamente a prática da transfiguração de objetos, isto é a percepção de objetos como sendo dotados de novo significado e nova realidade, atribuindo-se-lhe poderes sobrenaturais, desproporcionais e totalmente alijados de sua utilidade original, que deu origem à magia.

    A magia é uma prática através da qual o homem busca tornar-se deus, na medida que o torna representante ou dominado por forças invisíveis porém poderosas, capazes de governar o cosmos.

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Oração para Enxotar o Demônio do Corpo

"Imortal, eterno, inefável e santo Pai de todas as coisas, que de carro rodante caminhas sem cessar por esses mundos que giram sempre na imensidade do espaço; dominador dos vastos e imensos campos do éter; onde ergueste teu poderoso trono, que desprende luz e de cima do qual teus tremendos olhos descobrem tudo, e teus largos ouvidos tudo ouvem! Protege os filhos que amaste desde o nascimento dos séculos, porque longa e eterna é a sua duração. Tua magestade resplandece acima do mundo e do céu e das estrelas! Tu te elevas a ti mesmo pelo próprio resplendor, saindo de tua essência, correntes inesgotáveis de luz, que alimentam teu espírito infinito! Este teu espírito infinito produz todas as coisas, e constitui esse tesouro de matéria, que não pode faltar à geração que ele rodeia sempre pelas mil formas de que se acha cercada e com qual a revestiste e encheste desde o começo. Deste espírito tiram também suas origens esses santíssimos reis que se acham de pé ao redor do teu trono e que compõem tua corte, ó Pai universal! Ó único Pai dos bem-aventurados mortais e imortais! Tu tens, em particular, poderes que são maravilhosamente iguais ao teu eterno pensamento aos anjos, que anunciam ao mundo tuas vontades. Finalmente, tu criaste mais uma terceira ordem de soberanos nos elementos.
A nossa prática de todos os dias é louvar-te e adorar as tuas vontades. Ardemos em desejos de possuir-te! Ó Pai! Mãe! terna, Mãe, a mais terna de todas as mães! Ó Filho, o mais carinhoso dos filhos. Ó forma de todas as formas! Alma, espírito, harmonia, nomes e números de todas as coisas, conserva-nos e sê-nos propício. Amém."

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Obrigar uma pessoa a dizer tudo o que Sabe

 

Para obrigar uma pessoa a dizer tudo o que fez ou tenciona fazer, toma-se o coração de um pombo e a cabeça de um sapo que, depois de bem secos e reduzidos a pó, deve-se encher um saquinho de pano que será perfumado, juntando-se ao pó um pouco de almíscar.

Coloca-se o saquinho debaixo do travesseiro da pessoa quando ela estiver dormindo. Em quinze minutos, começará a falar dormindo tudo o que fez ou tenciona fazer.

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Para se fazer amar pelas mulheres

Deve-se estudar, antes de tudo, o caráter e o gênio da mulher que se quer conquistar, depois toma-se o coração de um pombinho virgem e faça-se que uma cobra o engula. Esta cobra deverá morrer em mais ou menos tempo, toma-se depois a cabeça dela que deverá ser seca ao fogo brando, sobre uma chapa de ferro. Depois, deverá ser reduzida a pó, juntando-lhe umas gotas de láudano. Quando quiser usar essa receita, esfreguar um pouco desse pó nas mãos.

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Imagem de uma pessoa ausente na água

Pega-se um pouco de água do mar, a qual deverá ser tomada de nove ondas, será melhor se for tomada durante a meia-lua. Pode-se tomar um pouco de cada onda. De cada camada que se toma e se coloca numa bacia, poderá se ver a pessoa que se deseja. Ao dar meia-noite, deve-se acender duas velas de sebo, colocando-se uma de cada lado da bacia. Feito isso, deve-se chamar nove vezes pela pessoa que se deseja ver, pronunciando as seguintes palavras: "Eu te conjuro (dizer o nome da pessoa que se deseja ver ), para que te apresentes aqui em corpo e alma nesta bacia, pelo poder dos nove gênios que navegam sem cessar sobre as vagas do oceano, a quem rogo em nome de Adonai, para que te faça visível nessa água. Conjuro-te também, oh! Gênio, que faças aparecer ( dizer o nome da pessoa que se deseja ver ), imediatamente, livre de qualquer eventualidade. E desconjuro o Gênio das 24 ondas do mar para te abrir caminho por onde quer que passardes". Depois de 5 minutos, deve-se postar sobre a bacia e a pessoa por quem chamou será vista na água. Depois que se satisfazer, esperar 9 minutos para jogar a água.

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Obrigar uma pessoa a ceder algo

Primeiro, pega-se um objeto ou qualquer peça que pertença a pessoa a quem se quer enfeitiçar. Levar o objeto à beira-mar, fazer na areia uma cruz, traçando-a com um pau de oliveira, cedro ou salgueiro. Depois de colocar o objeto sobre essa cruz, pronunciar a seguinte conjuração: "Eu, (citar o próprio nome), vos conjuro, oh! Espírito que sobre as ondas do mar andais, ligados pelo poder do Grande Profeta Jonas, que três dias e três noites andou no mar metido no ventre de um peixe, o qual três noites foi perseguido pelos espíritos do dois Gênios maus. Porém, Jonas, em nome do Salvador, vos ligou as ondas do mar, onde estareis perpetuamente e só tereis o poder de ajudar os homens por 24 horas, quando os espíritos encarnados chamarem pelo nome de Jonas. Portanto, em nome do bem-aventurado Jonas vos conjuro e ligo ao corpo de (citar o nome da pessoa a quem se quer enfeitiçar) e dentro de 24 horas me fareis (dizer o que deseja que o conjurado faça)." Acabada a conjuração, dar 3, 5, 9 ou 11 pancadas sobre o objeto que deverá estar colocado sobre a cruz traçada na areia e nada mais deverá ser feito para que se realize.

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A Pura Magia Negra

 

A prática da magia é universal e quase é possível afirmar que existe desde que o Homem existe. Pode se manifestar através da magia branca e da magia negra, também denominada magia preta. Esta última, se utiliza da invocação e conseqüentemente intervenção de espíritos inferiores para a execução de feitiços dedicados à execução do mal. A distinção entre ambas tem como ponto de partida uma motivação ética derivada do conceito principal fundamental de uma antiga doutrina da Pérsia, fundada por Mani no século III. Segundo ele, o Universo era formado por dois princípios supremos, o do Bem e o do Mal, os quais eram capazes de produzir, respectivamente, a felicidade e as calamidades do mundo. A magia negra, por isso é definida como sendo maléfica tanto na sua intenção, quanto na sua execução pois tenta produzir resultados maus. Para isso se utiliza de métodos tais como maldições, pactos satânicos, aliança com maus espíritos e feitiçaria que inclui sacrifícios de animais e a destruição de bonecos construídos com a finalidade de representar a pessoa a quem se quer prejudicar. Ela é constantemente associada à bruxaria. Já a magia branca, por sua vez, pretende uma atividade benéfica, procurando, através de sua ação o bem estar próprio e dos outros, buscando desfazer as maldições lançadas pela magia negra. Entretanto, muitas vezes, a magia negra e a magia branca se confundem, pois os conceitos de bondade e maldade nem sempre são muito fáceis de distinguir. Algumas regras têm sido propostas para tornar a separação entre os dois tipos de magia mais acessível e coerente. Assim, por exemplo, foi proposto por alguns umbandistas, que quando o lugar escolhido para se realizar determinados rituais forem as florestas, as pedreiras, as encruzilhadas, as praias, os cemitérios ou as casas de Exú, isso por si só já será um indício forte de que se trata de magia negra. Além disso foi proposto que a prática de sacrifício de animais também serviria de indicação sumária da realização de práticas de bruxaria. A Quimbanda , uma das religiões afro-brasileiras, caracteriza-se pela prática da magia negra e pela invocação de Exus, associado comumente ao Diabo dos cristãos. Também o Catimbó, mesmo tendo sofrido larga influência do catolicismo e do espiritismo tem entre suas práticas certos rituais de magia negra realizados pela intervenção de diversos Exus.

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Bruxaria

Introdução

Quando?! Como?!

A Inquisição

Os Inquisitores

Os Perseguidos

As Torturas

O Sabbath

Observações

 

 

 

Introdução

 

 

"Não permitirás que uma bruxa viva" diz o Êxodos (XXII, 18). Esta e outras admoestações bíblicas definiram as bruxas e prescreveram o seu destino. Uma bruxa ou feiticeiro é alguém em ligação com Satanás, o Mal em pessoa, o espirito que se rebelou contra Deus.

    Ao pensar em uma bruxa, a pessoa logo lembra daquela senhora voando em uma vassoura... seria engraçado se não fosse tão sério O que as pessoas deveriam lembrar é da velha Inquisição, onde vidas foram tomadas, até mesmo sem provar a culpa da vítima. Tempos longínquos, mas muito marcantes... e são esse fatos que são relembrados com curiosidade pela humanidade. Tempos de proibição, a mulher deveria casar virgem, e servir ao homem sempre com a disposição que lhe fosse possível. Era a época onde se deveria agir pela fé, ou seja, justificar tudo fé. Só não sabiam que essa fé chegaria tão longe, ao ponto de matar pessoas, seres humanos, justificando a vontade divina.

Hoje, o principal fundamento da vida é a razão.

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Quando?! Como?!

 

   Da França à Espanha. da Itália à Alemanha e Inglaterra, o espectro da bruxa se agitará como uma doença, um delírio paranóico persecutório que resolverá a pressão das pulsações destrutivas com a explosão das caça às bruxas, os processos da Inquisição e as condenações à fogueira. Lentamente, esta explosão acumulará - sob a guia da Igreja - todas as "provas" que serviram para repetir a condenação de Lilith e a perseguição de seus símbolos. Tais "provas" são eloqüentes em si e só poderemos citar algumas e exemplificar, colhendo-as do imenso repertório da cultura patriarcal ocidental. Estas "provas" permitiram radicar na consciência masculina sentimentos tais que estes abriram caminho para aquela horrenda carnificina física e psíquica que a história recorda assim:


"Nunca os seres humanos se atiraram mais cegamente uns contra os outros, nunca o cristianismo se desacreditou mais frente ao mundo inteiro, como no processo contra as bruxas."

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A Inquisição

    A Inquisição era um Tribunal Eclesiástico, também chamado de "Tribunal do Santo Ofício", criado para combater heresias cometidas pelos cristãos confessos e muçulmanos vindos do Oriente. A inquisição, ou Tribunal do Santo Ofício, foi iniciada em Verona sob o Papa Lúcio III no ano de 1184, inspirado em escritos de Santo Agostinho, fortaleceu-se sob o Papa Inocêncio III (1198-1216) e o Concílio de Latrão (1215), de 1231 a 1234,Gregório IX multiplicou pela Europa os Tribunais de Inquisição, presidido por inquisitores permanentes.

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Os Inquisitores

    Todos os inquisitores deveriam ser doutores em Teologia, Direito Canônico e Civil e os inquisitores devem ter no mínimo 40 anos de idade ao serem nomeados, e a autoridade do inquisitor é dada pelo Papa através de uma bula, às vezes o Papa pode delegar o seu poder de nomear os inquisitores, a um Cardeal representante, bem como aos superiores e padres provincianos dos dominicanos, e frades Franciscanos, (foram os papas Inocencio IV e Alexandre IV), que deram esse poder aos superiores e padres provincianos de suas respectivas ordens "Licet ex Omnibu" e "Olim Praesentiens". O Inquisidor não pode nomear um escrivão, pois será assistido pelo escrivão público das dioceses, somente em 1561 e que os Papas puderam nomear o escrivão. No ponto de vista da Inquisição são Heréticos.

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Os Perseguidos


a) Os Excomungados

b) Os Simoníacos

c) Que se opuser a igreja de Roma e contestar a
autoridade que ela recebeu de Deus

d) Quem cometer erros na interpretação das sagradas escrituras

e) Quem criar uma nova seita ou aderir a
uma seita já existente

f) Quem não aceitar a doutrina Romana no que se
refere aos sacramentos

g) Quem tiver opinião diferente da igreja de Roma
sobre um ou vários artigos de Fé

h) Quem duvidar da fé Cristã

                                                     
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As torturas


    A Inquisição usava como método de obtenção de confissão a tortura, e usada em alguns casos ao extremo, levando o torturado à morte. Segundo Enry Thomas, grande historiador norte-americano, poderia ser escrito um livro somente sobre as torturas empregadas pela inquisição, embora pouco agradável. Vou colocar apenas quatro:

"O prisioneiro, com as mãos amarradas para trás, era levantado por uma corda que passava por uma roldana, e guindado até o alto do patíbulo ou do teto da câmara de tortura, em seguida, deixava-se cair o indivíduo e travava-se o aparelho ao chegar o seu corpo a poucas polegadas do solo. Repetia-se isso várias vezes. Os cruéis carrascos, as vezes amarravam pesos nos pés das vítimas, a fim de aumentar o choque da queda."

"Depois havia a tortura pelo fogo. Colocavam-se os pés da vítima sobre carvão em brasa e espalhava-se por cima uma camada de graxa, a fim de que este combustível estalasse ao contato com o fogo."

    Os inquisitores estavam ali enquanto o fogo martirizava a vítima, e incitavam-na, piedosamente, a aceitar os ensinamentos da Igreja em cujo nome ela estava sendo tratada tão delicadamente e tão misericordiosamente. Para que houvesse um contraste com a tortura pelo fogo, também praticavam a da água:

"Amarrando as mãos e os pés do prisioneiro com uma corda trancada que lhe penetrava nas carnes e nos tendões, abriam a boca da vítima a força despejando dentro dela água até que chegasse ao ponto de sufocação ou confissão."

   Todas as imaginações bárbaras do espírito de Dante, quando descreveu o Inferno, foram incorporadas em máquinas reais que cauterizavam as carnes, esticavam os corpos e quebravam os ossos de todos aqueles que recusavam crer na branda misericórdia dos inquisitores.

    De acordo com a lei, tortura só podia ser infligida uma vez, mas essa regulamentação era burlada facilmente... quando desejavam fazer repetir a tortura, mesmo depois de um intervalo de alguns dias, infringiam a lei, não alegando que fosse uma repetição, mas simplesmente uma continuação da primeira tortura....

Esse jogo de palavras dava margem a crueldade e ao zelo desenfreado dos inquisitores.

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O Sabbath

    Ninguém a reconhece, mas todos a evitam. Onde pode ir uma bruxa?
Somente ao encontro do Diabo.

    Assim que a bruxa vai ao Sabbath, a grandiosa epifania das forças vitais liberadas, o Sabbath é local e festa que repete o arcaico evento consumado nos desertos do Mar Vermelho. No Sabbath, a bruxa renova seu processo. O estereótipo mais comum do Sabbath inclui os seguintes eventos em ordem cronológica: primeiro a bruxa é aliciada a comparecer à assembléia demoníaca. Ainda em sua casa, esfrega-se com ungüento (composto por gordura humana ou de porco, haxixe, ao qual é acrescentado um punhadinho de flores de cânfora, de papoula, sementes de girassol esmagadas e raízes de heléboro). A bruxa pode se dirigir ao Sabbath de diferentes maneiras: voando, cavalgando em um animal (cavalo, gato, cachorro ou bode), ou ainda transformada em animais (gato ou bode). Uma vez que a bruxa já está na assembléia, comandada pelo Diabo - que é assistido por demônios auxiliares - ela o homenageia e realiza o pacto, que se materializa com sangue ou beijo no ânus. Em seguida, inicia-se o banquete, no qual se come uma comida sem sal e carne de criança putrefata. Após o banquete, segue-se uma dança orgiástica que utiliza sons desafinados. Por último, apagam-se todas a luzes e estabelecem-se, indiscriminadamente, todos os tipos de relações sexuais, desde a prática do incesto, passando pelo homossexualismo até a bestialidade (relação com animais). Embora houvesse casos com mulheres que tiveram filho do Diabo, em geral considerava-se que o sêmen do Diabo era frio por ser estéril.

    Pierre de l'Ancre, no seu livro sobre anjos, demônios e feiticeiros publicado em 1610, afirma ter assistido a um Sabbath. Eis a sua descrição:
"Eis os convidados da Assembléia, tendo cada um atrás de si um demônio, e saibam que no banquete é apenas servido nada mais que a carne dos que foram enforcados, os corações de crianças não batizadas, e outros estranhos e impuros bamais, estranhos ao costume e uso do povo cristão, tudo sem sabor e sem sal".

    As afirmações feitas em livros como o de l'Ancre e a descrição das atividades do Sabbath em obras de arte ao longo de anos não eram consideradas ficções humorísticas nem manifestações de espíritos perturbados. Essas noções, por absurdo que nos pareça, eram consideradas verdade por milhões de cristãos. O mais estranho é que muitas pessoas hoje acreditam em histórias semelhantes acerca de comer crianças e a morte ritual de animais, combinadas com abuso sexual e influências satânicas.

    Deixo aos Freudianos a interpretação destes persistentes mitos de criaturas satânicas com chifres, cauda, e grande apetite sexual; de raptos e abusos sexuais, mutilação e morte de crianças; de mulheres a esfregarem-se com ungüentos e voando para relações como um bode demoníaco; e de poderes sobrenaturais como a metamorfose. O meu palpite é que a bruxaria e feitiçaria são parte da repressão sexual e servidos como justificação para o uso em arte e literatura, de pornografia criada, santificada e glorificada pela Igreja.

    Certo que havia perseguições dos que mantinham uma ligação com o passado pagão. Mas é difícil de acreditar que as descrições das bruxarias saiam das vitimas torturadas e mutiladas e não das mentes dos seus torturados. Os poderes dos inquisidores eram tão grandes, as suas torturas tão variadas e sádicas, que as vitimas acreditavam que estavam realmente possessas. As crueldades duraram séculos. A caça às bruxas só foi abolida em Inglaterra em 1682. A caça nos EUA teve o seu pico em 1692, em Saldem, Massachusetts, onde dezenove bruxas foram enforcadas. A ultima execução judicial teve lugar na Polônia 1793. A ultima tentativa de execução teve lugar na Irlanda em 1900 quando dois camponeses tentaram queimar uma bruxa na sua lareira.

    Quaisquer que sejam as bases psicológicas para a criação de uma anti-Igreja, o resultado prático foi uma Igreja mais forte e mais poderosa. Ninguém sabe quantas bruxas, heréticos ou feiticeiros foram torturados ou queimados pela Inquisição, mas o medo que criou afetou toda a Cristandade. Ser acusado de ser uma bruxa era igual a ser condenado. Negá-lo era provar a sua culpa: claro que uma bruxa dirá que não o é, e que não acredita em bruxarias. Lancem-na ao rio! Se afogar então não é uma bruxa; se nadar, então saberemos que é bruxa e que o Diabo a ajuda. Tirem-na da água e queimem-na, pois a Igreja não gosta de verter sangue! Na verdade, a Igreja criou um reino de terror superior em muitos aspectos aos de Stalin ou Hitler. Estes duraram apenas alguns anos e restringiram-se a territórios limitados; o da Igreja durou séculos e estendeu-se a toda a Cristandade. O terror da Igreja também se dirigiu em particular às mulheres. Não admira pois que as religiões atuais que se definem como pagãs e anti-cristãs se centrem nas mulheres. Não é estranho que as religiões da Nova Era exaltem o que a Igreja condenou (como o egoísmo e a sexualidade saudável mesmo entre homossexuais) e condenem o que a Igreja exaltou (tal como a subserviência da mulher e a auto-negação). Quem os pode criticar?

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Observações

A bruxaria aqui relatada trata apenas da versão cristã, comulmente conhecida e falsa, que apenas deve ser vista como mais um dos contos diabólicos existentes. A verdadeira Bruxaria não é usada para fins malévolos, não é cultuadora do "Diabo", pois o Satanás, ou "O Diabo" é um conceito adotado pelos judeus, cristãos e islâmicos, de modo algum faz parte das religiões nativas das Américas, do Budismo e da Bruxaria (Wicca) . A Wicca uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores reverenciadas e adoradas em seus ritos: A Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã.) e sou consorte, o Deus Cornífero (o aspecto masculino).

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